Colher cacos de vidros deixados por teus pés, é morder de forma oblíqua a força do verso. Colher as sombras feitas ao quintal, é morder o meio-dia e degustá-la com as forças dos ventos.
A poesia sobrevive aos teus agouros feitos em jardim de girassol.
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
quinta-feira, 12 de março de 2009
terça-feira, 24 de fevereiro de 2009
(Do Livro Cheiro de Capim)
XIV
Quando os pardais começaram a se recolherem, percebi que era a hora de me prepara para a noite. Logo fui providenciar três candeeiros para trazer um pouco de claridade àquelas paredes.
Chegando à barraca que ficam a duas porteiras pro lado do rio, todos que estava dentro me olharam. Ouvi uma pausa naquelas conversas de rodas de amigos. Fiz o meu pedido. Para mostrar que eu não era tão estranho naquelas terras, disse, aqui continua o mesmo seu Vicente. É como Deus quer, respondeu ele pra minha surpresa.
Não tendo mais motivo para ficar fazendo prosa, voltei. Depositei querosene nos candeeiros e os acendi. Desembrulhei o pacote que trouxe e preparei meu lanche.Acendi meu cigarro e fiquei parado sentindo o prazer de inspirar e respirar a fumaça. Nunca senti tanto prazer em fumar. Esse movimento de sanfonar os pulmões distanciava meus pés do chão. Nem o medo agora se apoderava de mim.
Ajeitei o sofá, e me deitei. Logo virá o sono e a esperança de encontrar um papel dando posse da casa.
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